O número pode ser um pouco chocante, mas é um dado da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que afirma que 30% das mulheres no mundo sofrerão com algum problema relacionado à calvície após os 50 anos de idade. A ele, se acrescenta uma pesquisa publicada no Journal of the American Academy of Dermatology*, realizada com um grupo de mulheres, que identificou 13% dos casos relacionados à queda de cabelo antes da menopausa e 37% após essa fase.

Mas a calvície não é um problema do universo masculino? Por que as mulheres também têm sofrido com o problema? E o mais importante: como saber se você também está nessa estatística?

Todas as dúvidas trazidas pelos números apresentados podem ser respondidas com alguns esclarecimentos sobre a calvície. Acompanhe!

Calvície em mulheres

Estatisticamente, e esse é um conhecimento popular, a calvície realmente afeta mais homens que mulheres. O motivo é que o distúrbio tem associação com a ação da testosterona no organismo, os hormônios sexuais masculinos. Como ele também é produzido pelas mulheres (em quantidades menores), o problema pode sim atingir o público feminino, com destaque para o período pós-menopausa, quando desregulações hormonais passam a ser mais comuns. No organismo da mulher, pelo fato de a concentração de testosterona ser bem menor, o organismo pode ser bem mais sensível ao efeito de qualquer alteração, sentido de diferentes formas pelo corpo, como nos cabelos e pelos.

Mas não se pode falar em calvície sem considerar também o fator genético, já que, em boa parte dos casos, a ação hormonal se alia à predisposição genética da mulher para o problema.

No entanto, identificar a calvície não é tão simples como associar qualquer queda de cabelo numerosa com a doença.

Meu cabelo está caindo. É calvície?

Alopecia androgenética – esse é o termo que corresponde ao problema de calvície conhecido popularmente. Ao contrário do que normalmente se pensa, a alopecia androgenética não se caracteriza exatamente pela queda repentina dos cabelos já crescidos, mas a um enfraquecimento contínuo de novos fios, tornando-os finos a ponto de não nascerem mais. Como efeito, tem-se a diminuição do volume total – no caso das mulheres, são mais comuns perdas distribuídas ou localizadas no topo da cabeça. O processo é preocupante pois, mesmo acontecendo de forma rápida, muitas vezes a mulher demora a se atentar que há realmente um problema que precisa receber tratamento profissional adequado.

Porém, se a mulher identifica que os cabelos estão caindo demais, não significa que só pode estar sofrendo de calvície. Portanto, muita calma! Principalmente porque há uma gama bem maior do que você imagina de possíveis motivos para as quedas de cabelo.

Excesso de oleosidade, abuso de procedimentos químicos, distúrbios hormonais, deficiências nutricionais, uso de certos medicamentos, doenças autoimunes, infecções e até mesmo o estresse são apenas algumas das causas que podem estar relacionadas a um problema de perda de cabelos, e que em certos casos podem se associar à própria alopecia androgenética.

É por conta de se tratar de um universo tão amplo que cabelos caindo não podem ser sempre atribuídos à calvície. Cada caso é um caso e precisa ser examinado detalhadamente, com apoio de profissionais especializados. Isso terá um efeito direto também no encontro de um tratamento realmente eficaz.

Tem tratamento?

O notável aumento do problema de queda de cabelo em mulheres tem sido atribuído a alguns cenários muito comuns da atualidade, como as enormes cargas de tensão, ansiedade e estresse que recaem sobre boa parte desse público. As rotinas cada vez mais atribuladas geram hábitos e costumes prejudiciais à saúde que podem se manifestar tanto no aspecto emocional quanto por meio de reflexos no organismo.

É por meio dessa abordagem que a queda de cabelo deve ser vista: compreendendo que para encontrar resultados positivos em um tratamento, o problema não poderá ser tratado isoladamente.

Os profissionais especializados em tricologia são os mais recomendados para fazer o acompanhamento de todo o processo, desde a identificação do problema até o acompanhamento de resultados.

Por meio de avaliações tricológicas e exames complementares, somente o profissional é capaz de identificar a alteração capilar que esclareça se há um problema de calvície ou se ele está associado a outras questões, determinante para que se construa um plano de tratamento especializado para cada caso. Há diferentes métodos altamente tecnológicos utilizados na tricologia para promover o estímulo capilar, a desobstrução folicular, a dilatação dos vasos, entre outros efeitos buscados, conforme necessário.

Em todos os casos, o profissional orientará a associação do tratamento com mudanças na rotina, que podem incluir uma alimentação mais saudável, prática de atividades físicas e outras medidas que possam melhorar o quadro geral do paciente.

Quando a abordagem é feita de maneira integral, é mais fácil sentir os bons resultados dos tratamentos.