Apesar de parecer uma sensação desesperadora, nem toda queda de cabelo deve ser interpretada como sinal de alarme. Se você sente que os fios estão caindo, o primeiro passo é identificar se o volume de queda está dentro da normalidade: os cabelos cumprem um “ciclo de vida” com diferentes fases; após a fase telógena (de repouso), que dura em média três meses, a queda é um processo natural, que permite a substituição com novos fios.

Normalmente, considera-se que, nesse ciclo, é comum perder cerca de 100 fios por dia. Como não é possível contar os cabelos que caem, o ideal é ficar ligada a alguns sinais que indicam uma queda excessiva, como os fios no travesseiro ou no ralo e, principalmente, observar também se há áreas do couro cabeludo em que é possível perceber perda de volume. A fragilidade dos fios é outro fator que pode ser percebido para ter certeza do problema.

Se é identificada uma queda capilar fora do normal, não é preciso se desesperar! Deve-se iniciar um processo de observação minuciosa para chegar à origem do problema – muitas vezes, inclusive, trata-se de uma conjunção de situações que agravam a queda e afetam diretamente a autoestima e o emocional como um todo, afinal, os cabelos são parte importante da estética e imagem da mulher.

A verdade é que a melhor abordagem é sempre tratar a questão considerando todos os fatores que podem influenciar na saúde dos cabelos, que são muitos.

Entenda alguns dos principais!

1. Causas emocionais

Quem vive as rotinas corridas e cheias de pressão atuais há um tempo com certeza já conseguiu identificar ao menos uma vez algum efeito que o estresse pode trazer à saúde tanto física quanto emocional. O que nem todos identificam é que a queda intensa de cabelos muito comumente é um sintoma de estresse excessivo. Há, inclusive um termo médico que trata da queda de cabelo associada a situações específicas de muito estresse, envolvendo traumas, doenças ou períodos pós-cirúrgicos – o eflúvio telógeno.

Mas não são somente traumas que podem ocasionar problemas capilares. É preciso fazer uma observação de toda a rotina, pois os altos níveis de estresse ou ansiedade no dia a dia geram um aumento do nível do hormônio cortisol no sangue, que se relacionam à queda. Nesses casos, a abordagem do tratamento deve ser integral, tanto para identificar os desencadeadores do estresse quanto para buscar uma melhora que traga mais qualidade de vida ao paciente.

2. Causas hormonais

Especialmente no corpo feminino, os hormônios agem de maneira muito ampla, o que justifica que desequilíbrios hormonais possam ser manifestados de diversas formas no organismo. O efeito nos cabelos é uma delas, porém, como há diferentes hormônios que influenciam no ciclo de crescimento e na saúde dos cabelos de forma geral, cada caso deve ser analisado com atenção para identificar o que está ocasionando possíveis quedas.

As disfunções da tireoide – hipo ou hipertireoidismo – são causas comuns da perda de cabelos em mulheres, já que a glândula produtora dos hormônios T3 e T4 atua diretamente no metabolismo e consequentemente no ciclo de reposição capilar, mas há outros hormônios que podem estar associados, como cortisol, progesterona e estrógeno (hormônios sexuais femininos) ou andrógenos (os derivados mais comuns são a testosterona e DHT).

Além deles, há alterações hormonais que podem afetar os cabelos, como as ocorridas durante a gravidez ou pós-parto, bem como a introdução a alguns métodos anticoncepcionais. Tudo precisa ser estudado!

3. Desequilíbrios nutricionais

Cuidar da alimentação deve ser prioridade quando o assunto é melhorar a saúde ou alcançar um resultado específico no corpo – isso todo mundo já sabe. Mas nem todos se ligam que a saúde dos cabelos também deve ser pensada em sintonia com a nutrição.

Isso porque a carência de determinados nutrientes como proteínas e vitaminas (A, C, D e B12 são algumas delas), além de substâncias como ferro, zinco, manganês, selênio etc. é um diagnóstico comum e possível para a queda de cabelos. Para identificar uma possível associação, será necessário realizar uma série de exames que constatarão os níveis dos nutrientes no organismo.

Atenção! Para o público que busca resultados físicos, tem sido comum a adesão a dietas bastante restritivas. Mas não se recomenda entrar em qualquer uma delas sem acompanhamento nutricional atento, pois a restrição na ingestão de certos nutrientes pode ocasionar a perda da vitalidade e da força dos fios.

4. Predisposição genética

Qualquer análise de problemas capilares precisa considerar, também, o fator genético, que tem bastante influência na incidência de queda de cabelos. Especificamente no caso da calvície (alopecia androgênica), um dos problemas mais comuns enfrentados tanto por homens quanto mulheres (com maior incidência no público masculino), a herança genética é um forte fator que não pode ser desconsiderado.

No entanto, o que se sabe hoje em dia é que a causa da queda de cabelos geralmente tem origem em uma interação de fatores – ou seja, em boa parte dos casos, a predisposição genética atua em conjunto com outras questões que desencadeiam o problema, e isso deve ser levado em consideração no estabelecimento do tratamento. Não é porque há influência hereditária que não é possível tratar e até mesmo encontrar uma solução!

5. Doenças autoimunes

Outro motivo possível para a queda de cabelo é a ocorrência de diferentes doenças, com destaque para as autoimunes, como lúpus, alopecia areata ou psoríase. Nesses casos, o sintoma geralmente é identificado em conjunto com outros, facilitando um diagnóstico, que deve ser feito com auxílio de diferentes profissionais da área médica, a depender de cada caso.

 

Apesar de destacarmos aqui cinco motivos que são causas comuns à queda de cabelo, a lista é bem maior, e não pode descartar fatores como uso de medicamentos (antidepressivos, anticoagulantes e remédios para pressão alta são alguns dos principais que têm como efeito possível a queda), excesso de procedimentos químicos (que geram um enfraquecimento dos fios, especialmente se feitos sem intervalos), infecções do couro cabeludo, entre outros.

Como identificar o meu caso?

É claro que, diante de tantos motivos possíveis, pode parecer difícil conseguir constatar, sozinha, o que está ocasionando o problema. O ideal, nesse momento, é contar com apoio profissional! O tricologista é o especialista mais indicado para solucionar problemas do cabelo e do couro cabeludo.

Na tricologia, atenção especial é dada desde a identificação do problema, por meio de uma avaliação tricológica completa, até a definição do tratamento e acompanhamento integral de todo o processo – da mesma maneira que há muitos motivos para quedas capilares, resultados mais eficazes têm total relação com uma abordagem que considere melhorias também no estilo de vida e na rotina da paciente, com atenção ao emocional, à alimentação, prática de exercícios físicos, dentre outros.

Em conjunto com diferentes técnicas altamente tecnológicas capazes de trazer ótimos resultados para a estimulação capilar, como eletroterapia, fototerapia e intradermoterapia, tal acompanhamento fará a diferença para um tratamento mais eficaz.

Quer saber como funciona uma avaliação tricológica? Entenda aqui.