Assim como a cor dos olhos e a estatura física, a calvície também tem causas genéticas. A Alopecia Androgenética é uma forma de queda de cabelos determinada geneticamente e muito comum entre a população. Apesar de se manifestar de formas diferentes, a calvície genética atinge tanto homens como mulheres.

No sexo masculino, a calvície genética inicia com falhas próximas à testa – as famosas “entradas”. Ao longo dos anos pode causar a perda total de cabelos na parte superior da cabeça. Já, nas mulheres, os cabelos da frente permanecem, mas os fios ficam finos e fracos. A região central da cabeça é a mais prejudicada, muitas vezes deixando exposto o couro cabeludo.

Por que a calvície genética acontece?

A calvície genética é uma doença causada por fatores hereditários e tem ligação direta com hormônios masculinos. O gene da calvície é dominante no sexo masculino, manifestando-se mesmo quando herdado apenas do pai ou da mãe.

A herança genética pode ser consequência tanto do lado paterno como do materno e pode pular gerações. As mulheres, por outro lado, precisam acumular dois genes de calvície para herdar a doença.

Por sofrer influência da testosterona, hormônio masculino, a Alopecia Androgenética acomete mais homens que mulheres. Em média, 50% das mulheres e 70% dos homens apresentam os sintomas da doença em algum momento da vida.

Quais os primeiros sinais da calvície genética?

Os primeiros sinais da calvície genética podem aparecer nos homens no fim da adolescência e início da idade adulta, entre 17 e 25 anos. Neste período, o homem começa a perder cabelo de forma contínua até aparecerem as “entradas” na testa.

Ao longo dos anos, a perda de cabelo atinge o topo da cabeça formando um círculo sem cabelos, até sobrarem apenas fios finos nas laterais e atrás da cabeça. Há casos de perda total dos cabelos.

Nas mulheres, a calvície genética tem seus primeiros sinais próximos à menopausa. Com as mudanças hormonais do período após os 45 anos, os níveis de estrogênio diminuem e a predisposição genética manifesta-se. Aí, os fios começam a cair e tornam-se mais finos deixando visível o couro cabeludo.

Além da calvície genética, outros fatores contribuem para a queda de cabelos nas mulheres, como mudanças hormonais, estresse, amamentação e outros.

Dicas de tratamentos

Apesar de ser uma doença hereditária, a calvície genética tem solução. O bom resultado no tratamento capilar não depende da idade da pessoa, mas sim do tempo de calvície.

Quando o diagnóstico é precoce é possível retardar a queda de cabelos genética através de diversas técnicas de tratamento capilar. A avaliação de um tricologista poderá indicar o tratamento capilar adequado. No caso da calvície genética, os mais utilizados são:

Eletroterapia capilar:

Técnica que utiliza corrente contínua no couro cabeludo e que estimula a oxigenação e melhora o fluxo sanguíneo no local. A técnica favorece a regeneração, o fortalecimento e crescimento de novos fios de cabelo.

Fototerapia capilar

Consiste no uso da luz para fins terapêuticos, fazendo a fotoestimulação. Ao penetrar no local aplicado, a luz atinge as células e estimula o seu metabolismo, eliminando toxinas, acelerando o crescimento epitelial e estimulando o crescimento de novos fios.

Intradermoterapia

É a aplicação de substâncias como aminoácidos, vitaminas e minerais em toda a região capilar para estimular o crescimento de novos fios.